Dias tediosos que se tornam motivo de desânimo. Desânimo que desencadeia crise e perguntas existênciais, bom momento pra Escrever.
Esse meu espaço de nada tava abandonado desde março pelo problema com o PC, fora ele ter voltado faz duas semanas eu também deixei de escrever nesse período de tempo, estava a ponto de deletar. Nesse momento não tenho como sintetizar tudo que me passou pela cabeça hoje. Dia frio, morto, pessoas ao meu redor sem nada de real para me apresentar, mundo insano e violento e seus moradores de pedra, as amizades desgastadas. Trechos de "Hurt" nunca fizeram tanto sentido pra mim até agora, focalizar a dor, a única coisa real. Fico mesmo perguntando o que eu me tornei, pra pessoas que fizeram uma diferença especial irem embora pela minha facilidade de perda em contato, já que todos vão embora no final. Dividir as pessoas em interessantes ou monótonas é tão sem sentido quanto dividi-lás em boas ou más. Pessoas se amam, se abraçame se beijam até enjoarem um do outro, debaixo das manchas do tempo os sentimentos desaparecem, e estou começando a deixar desaparecer o pouco que me restou, percebi depois da consciência de própria mediocridade. Sentado em um trono de mentiras, cheio de pensamentos quebrados que não posso consertar, além daquela angústia de sempre, percebendo minha condenação irrevogável à liberdade, dono no próprio destino, fazendo o que quer e arcando com tudo. Pessoas vão, vem, desaparecem. E o pouco que me resta está começando a se desgastar e ser levado das minhas mãos pelo tempo, se é que eu um dia tive.
Se eu pudesse começar de novo
A milhões de milhas daqui
Eu poderia me encontrar
Eu poderia achar um caminho
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